sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A gente procura um amor que dure o mais possível.

Procura, procura, talvez tu ache. Para mim é horrível eu aceitar o fato de que eu tô em disponibilidade afetiva. Esse espaço entre dois encontros pode esmagar completamente uma pessoa. Por isso eu acho que a gente se engana, às vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa uma coisa que na realidade não é. E tu vai vivendo aquilo, porque não agüenta o fato de estar sozinho.


- Caio F


Um band-aid no coração, um sorriso nos lábios – e tudo bem!

Mas eu gosto das coisas assim, da atual arrumação.

Embora saiba que daqui a alguns dias irei trocar tudo de lugar, mudar o sabor do chá, pintar minhas unhas de carmim ao invés do bege sem vida. Não consigo me ater ao mesmo lugar, acostumar-me com o mesmo esmalte – sempre descascado – tomar sempre o mesmo chá. Tenho fobia a dias iguais, mesmas coisas, mesmas pessoas… É cansativo até mesmo para explicar. Me re-invento a cada enunciado, mudo de opinião a cada parágrafo ao ponto de me perder nas entrelinhas.

- Bruna Cassiano

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu serei uma criança eternamente.

Sempre irei chorar por motivos bobos e sempre vou precisar de um abraço bem apertado para me sentir protegida, sempre vou rir das brincadeiras mais bobas e sempre vou sofrer por coisas bobas. Mas foda-se, eu sou feliz assim.

Romântica pra cacete.

Nem todo dia tem Sol, nem toda sobremesa é cheese cake e nem toda relação homem e mulher é romance. E você vai fazer o quê?
Vai se matar por causa do cinza acima da sua cabeça? Vai tremer hiperglicêmica e carente porque só sobrou torta holandesa? Vai se manter virgem e intacta até aparecer o homem que vai te dar uma casa com cerquinhas brancas, cachorrinhos e bebês?
Claro que não, você vai viver a vida, curtindo o que ela tem de melhor. E o que um bonitão que só quer te comer pode ter de melhor? Bom, eu poderia fazer uma lista. Mas a droga do romance estraga tudo isso, a droga dos filmes românticos nos enganam como as propagandas de cerveja que enchem de gostosas os babacas segurando um copinho.
Por que raios a gente tem de romantizar qualquer demonstração de carinho de um homem se na maioria dos casos eles só querem nos comer? E por que ficamos tão putas se eles apenas nos comem e caem fora?
Quem disse que eles são obrigados a nos amar eternamente só porque conheceram de perto a nossa beleza interior? E, finalmente: que mal há em sermos gostosas e os homens quererem nos comer? Por que isso parece ofensivo? Por que nos sentimos usadas se ambos estão lá de livre e espontânea vontade?
Isso é herança das mulheres pudicas, sonhadoras e donas de casa do século passado ou a célula do romance vai eternamente se multiplicar e passar de geração em geração através das mulheres?
Eu tento, juro que tento. Mas a droga do romance não me deixa em paz.
É uma praga.
Conscientemente eu sei que nem todos os caras querem namorar comigo, e mais conscientemente ainda eu sei que eu também não quero namorar com a maioria deles. Mas lá dentro fica a dúvida: será que fui usada?
Da onde vem esse sentimento fraco, submisso, antigo, arcaico, pobre e idiota de que numa relação sexual o homem é o dominante que come e a mulher a coitada que é comida? E por que se ele te tratou tão bem, com tanto carinho e respeito, só quis te comer e caiu fora? Precisava se dar tanto trabalho?
A vida é complicada. E a vida é complicada porque nós mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo. Ou justamente o que não deveríamos.
A gente faz planos mesmo em cima dos silêncios deles. A gente vê beleza em cada sumiço. A gente vê olhares de amor no mais puro olhar de tesão. A gente acaba de trepar e é batata: deita no peito deles!
Ah, o romance! Mulher que é mulher não consegue fugir de um.
Você vai para o banho super senhora de si, mas enquanto a água escorre, você fica na dúvida entre se ele vai ligar no dia seguinte e o nome dos filhos. Será que ele vai ter os olhos do pai? (no meu caso prefiro os meus olhos)
Por que não posso aceitar que nem tudo é romance?
Não vê que estou cansada de pertencer a todos e não ser de ninguém? Não vê que minha devolução me enfraquece cada vez mais em me entregar?
Eu posso ser nada mais.
Mas eu nunca, em nenhum momento, deixo de romantizar a vida, cada segundo, por mais podre que seja, dela.

- Tatiane Bernardi

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Útima paixão

Mas não vou ceder. Foi a última paixão. Paixão é o que dá sentido à vida. E foi a última. Tenho certeza absoluta disso. Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver. Já tenho um passado, tenho tanta história. Meu coração está ardido de meias-solas. Sei um pouco das coisas? Acho que sim. Tive tanta taquicardia hoje. Estou por aí, agora. Penso nele, sim, penso nele. Mas não vou ceder. Certo, certo: ninguém tem obrigação de satisfazer ao teu desejo, pela simples razão de que você supõe que teu desejo seja absoluto. Foda-se seu desejo, ora. Me dói não ter podido mostrar minha face. Me dói ter passado tanto tempo atento a ele — quando ele nunca ficou atento a mim. E eu passei tanta coisa dura. Rita Lee canta “são coisas da vida…”
- Caio Fernando Abreu

Tudo o que é de verdade volta.

Só trago comigo a certeza de que o tempo sempre muda, os ventos sempre transitam e um dia desses você vai ter que voltar. Vai cair em si e ver que a sua próxima terra firme já é um território meu. Mas até lá o amor já terá me dado tantos caldos que eu estarei te esperando, exausto, com o pé na beirinha d’água, jogando pedrinhas que nem ferem mais o mar.

Armadura

Não sei bem o que é, mas há algo presente em cada centímetro do teu sorriso que me dá vontade de chutar a porta que dá pra rua e sair correndo, sem saber onde fica a minha casa.
Há algo que me priva de usar todas as artimanhas que eu colecionei, que me faz esquecer todas as minhas frases de efeito e que faz com que tudo que eu faça/diga pareça de uma imbecilidade infantil.
Não sei bem o que é, mas há algo presente em cada palavra que tu me apontas, que sopra em meu ar essas bolhas de sabão. A trajetória dessas pequenas bolsas de ar é tão imprevisível, tão frágil, que eu fico com medo de tocá-las. E são tantas, essas bolhas, que eu não sei atrás de qual delas eu vou correr.
Aí eu fico parado, te não-ouvindo, te não-olhando e, sempre, invariavelmente, não sorrindo. Eu fico sem saber o que fazer.
Então tira essa armadura, se o que tu queres é lutar.
- Lucas Silveira

sábado, 17 de setembro de 2011


Pensar, é como espiar para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para o nada, outras, para um jardim de promessas. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar, reavaliar-se. Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos esmaga.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011


É claro que somos as mesmas pessoas
Mas pare e perceba como seu dia-a-dia mudou
Mudaram os horários, hábitos, lugares
Inclusive as pessoas ao redor
São outros rostos, outras vozes
Interagindo e modificando você
E aí surgem novos valores,
Vindos de outras vontades,
Alguns caindo por terra,
Pra outros poderem crescer[...] ♪♪♪

Eu só quero o começo
não podia lidar com o meio
quero muito, tenho apego
já não quero, só resta desprezo (8)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

“Mudar,

por pouco que seja, faz parte da
nossa pequena guerra individual e cotidiana.”

"Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina."

"A vida é mutável; todas as coisas são mutáveis; todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Todos os abusos, a raiva, a censura – deixe que venham e que se vão. Tudo o que fazemos, devemos fazer com sinceridade, com honestidade e com todas as nossas forças; e uma vez feito, feito está. Não nos apeguemos a ele. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade.
Quando o sol brilha, desfrute-o; quando a chuva cai, desfrute-a Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um segredo da vida que nos impede de ficar aborrecidos ou neuróticos. Buda disse que todas as coisas na vida e no mundo estão em constante mutação; por isso, não se torne apegado a elas.[...]"